Palavras sairiam da minha boca
Se conseguisse admitir o que penso
Soariam como as melodias que guardo
É como falar e não poder ouvir o som
É como cantar e não poder controlar a respiração
Desabafaria
Lágrimas rolariam na face
Se o coração não batesse tão forte
Se não me prendesse em pensamentos complexos
Deixaria de estancar os fluxos
Os vasos, as veias, a corrente sanguínea
Desabafaria
Não perderia mais o sono, nem a saliva
Sairia de alma lavada
Livre para viver a vida
Se tivesse coragem, querida amiga.
Potira Souto
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